Afonso X


Falar quer'eu da senhor bem cousida,
qual nunca foi outra nem há de seer,
que os seus servidores mui bem convida
em tal logar u nunca ham de morrer.
5Desto sõo certo que nom foi falida
e cada um hav'rá o dom que meter
e pois houverem daqui a morrer
salra[m] da mort[' e] entrarám na vida.



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Nota geral:

Cantiga de louvor à Virgem, alheia, pois, à tradição profana galego-portuguesa. Ao contrário da composição que a antecede, e que se encontra igualmente em dois dos códices que nos transmitiram as Cantigas de Santa Maria, esta composição (ou este fragmento de uma composição mais longa) foi-nos transmitida apenas pelo Cancioneiro da Biblioteca Nacional. Pelas suas características, no entanto, e apesar da ambiguidade da aparente referência à Virgem, ela prolonga o conjunto da obra religiosa do Rei Sábio (embora se possa duvidar que ele seja o seu autor, podendo tratar-se de uma adição tardia), pelo que a sua inclusão no cancioneiro profano está por explicar.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Loor
Fragmento
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 468

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 468


Versões musicais

Originais

Falar quer'eu da Senhor bem cousida 

Versão de Afonso X

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas